Como preencher uma declaração amigável de acidente passo a passo
Aprenda a preencher uma declaração amigável de acidente passo a passo, que dados precisa, que quadrículas assinalar e o que fazer depois da colisão.
Uma pequena colisão com o carro pode acontecer mesmo conduzindo com precaução: uma manobra ao estacionar, um toque numa fila de trânsito ou um raspão numa estrada estreita.
Nesses momentos, saber como preencher corretamente uma declaração amigável de acidente pode evitar muitos problemas posteriores.
A Declaração Amigável de Acidente permite reunir num mesmo documento os dados dos condutores, veículos, seguros, danos e circunstâncias do sinistro, para facilitar depois a gestão com as seguradoras.
Mas é importante preenchê-la com calma e prestar atenção a cada campo. Uma quadrícula assinalada incorretamente, um croqui pouco claro ou assinar algo com que não concorda pode complicar a gestão.
Neste guia explicamos-lhe passo a passo como preencher uma declaração amigável e o que deve fazer se o acidente ocorrer enquanto conduz um carro de aluguer.
O mais importante a saber
- Antes de preencher a declaração, certifique-se de que todas as pessoas estão bem e de que o local é seguro.
- Se houver feridos, ligue para o 112 e peça assistência.
- A declaração amigável destina-se principalmente a acidentes em que os condutores conseguem identificar e explicar o que aconteceu.
- Cada condutor identifica-se como veículo A ou veículo B.
- Preencha todos os dados possíveis com letra legível.
- Assinale apenas as circunstâncias que realmente descrevem a manobra de cada veículo.
- Faça um croqui simples mas preciso.
- Tire fotografias dos veículos, dos danos, das matrículas e da posição do acidente.
- Não assine o documento se não concordar com o que consta.
- Se conduz um veículo de aluguer, comunique o acidente à empresa de aluguer o mais depressa possível e siga as suas instruções.

O que é uma declaração amigável de acidente?
A declaração amigável, oficialmente conhecida como Declaração Amigável de Acidente, é um documento utilizado para registar como ocorreu um acidente de viação.
Normalmente está dividido em duas colunas:
Veículo A e Veículo B.
Cada condutor preenche a informação correspondente ao seu veículo e, em conjunto, descrevem-se as circunstâncias do acidente e faz-se um croqui.
O objetivo não é redigir uma explicação interminável, mas deixar informação suficientemente clara para que as seguradoras possam perceber o que aconteceu.
O que fazer antes de começar a preenchê-la?
Antes da papelada, a prioridade é a segurança.
- Verifique se há feridos
Se alguma pessoa estiver ferida ou houver qualquer dúvida sobre o seu estado, ligue para o 112.
Em acidentes com feridos pode ser também necessária a intervenção das forças de segurança.
- Coloque-se num local seguro
Se as circunstâncias o permitirem e os veículos puderem ser deslocados, evite permanecer numa posição perigosa para o resto do trânsito.
Antes de os mover, pode ser muito útil tirar várias fotografias de como ficaram depois do impacto.
- Tire fotografias
Fotografe:
- Posição dos veículos.
- Matrículas.
- Danos de ambos os carros.
- Estrada ou rua.
- Sinais de trânsito próximos.
- Marcas rodoviárias.
Qualquer elemento que ajude a perceber o acidente.
Estas imagens podem ser muito úteis mais tarde.
Como preencher uma declaração amigável passo a passo
Passo 1. Data e local do acidente
Comece por indicar:
- Data.
- Hora.
- País.
- Local exato do acidente.
Tente ser preciso.
Se estiver numa estrada, indique a via e, se souber, o ponto quilométrico. Se estiver dentro de uma localidade, escreva a rua ou zona onde ocorreu.
Passo 2. Indique se há feridos
O formulário pergunta se existem vítimas, mesmo que as lesões pareçam ligeiras.
Não minimize uma lesão só porque nesse momento pareça pouco importante.
Se houver algum ferido, peça assistência médica e comunique o acidente às autoridades quando for caso disso.
Passo 3. Indique se há danos além dos dois veículos
Deve assinalar se o acidente provocou danos adicionais.
Por exemplo:
- Outro veículo.
- Uma mota estacionada.
- Um sinal de trânsito.
- Uma vedação.
- Uma fachada.
- Mobiliário urbano.
Deve também indicar se existem testemunhas.
Passo 4. Preencha os dados do Veículo A e do Veículo B
Não importa quem seja A ou B.
Cada condutor deve completar a sua coluna com os dados correspondentes.
Normalmente terá de indicar informação sobre:
- Segurado.
- Veículo.
- Matrícula.
- Companhia de seguros.
- Apólice ou certificado de seguro.
- Condutor.
- Carta de condução.
- Reveja especialmente as matrículas.
Um simples erro numa letra ou número pode dificultar mais tarde a identificação do veículo.
Passo 5. Assinale onde o veículo foi atingido
No formulário aparece um pequeno desenho do carro.
Utilize-o para indicar qual foi aproximadamente o ponto inicial do impacto.
Por exemplo:
- Parte da frente.
- Lateral direita.
- Lateral esquerda.
- Parte de trás.
Ainda não se trata de enumerar todos os estragos, mas de assinalar onde se deu inicialmente o contacto.
Passo 6. Descreva os danos visíveis
Indique de forma breve os danos que consegue observar.
Por exemplo:
“Pancada e riscos no para-choques traseiro.”
Ou:
“Danos na porta da frente direita e no guarda-lamas.”
Não precisa de diagnosticar danos mecânicos que não consegue comprovar.
Descreva simplesmente o que consegue observar.
Passo 7. Assinale corretamente as circunstâncias
Esta é provavelmente uma das partes mais importantes do documento.
Na zona central aparecem diferentes situações que explicam o que cada veículo estava a fazer quando ocorreu o acidente.
Por exemplo:
- Estava estacionado.
- Saía de um estacionamento.
- Entrava num estacionamento.
- Circulava numa rotunda.
- Mudava de faixa.
- Virava.
- Ultrapassava.
- Fazia marcha-atrás.
Cada condutor deve assinalar apenas as quadrículas que realmente descrevem a sua manobra.
Não assinale uma quadrícula que não corresponda
Não tente escolher a opção “mais parecida” se nenhuma descrever corretamente o que aconteceu.
Se nenhuma circunstância se adequar, pode deixar as quadrículas em branco e explicar o sucedido nas observações.
Antes de continuar, verifiquem quantas quadrículas assinalaram.
Passo 8. Faça o croqui do acidente
Não precisa de saber desenhar.
O croqui deve ser simples e ajudar a perceber como ocorreu o acidente.
Inclua:
- Veículo A.
- Veículo B.
- Direção em que circulava cada um.
- Estrada ou ruas.
- Faixas.
- Linha central.
- Sinais relevantes.
- Ponto aproximado de colisão.
Utilize setas para indicar o sentido de circulação.
Quanto mais fácil for interpretar o desenho, melhor.
Passo 9. Acrescente observações se forem necessárias
Cada condutor dispõe de um espaço para escrever observações.
Utilize-o apenas quando acrescentar informação importante que não fique clara através das quadrículas ou do croqui.
Seja breve, preciso e objetivo.
Evite discussões, acusações ou explicações emocionais.
Passo 10. Reveja tudo antes de assinar
Antes de assinar, reveja o documento completo.
Verifique:
- Matrículas.
- Dados pessoais.
- Dados do seguro.
- Quadrículas assinaladas.
- Danos.
- Croqui.
- Observações.
Não tenha pressa.
Passo 11. Assine apenas se estiver de acordo
A assinatura é um dos passos mais importantes.
Se ambos os condutores estiverem de acordo com a informação registada, podem assinar.
Mas se não concordar com a descrição, as quadrículas, o croqui ou qualquer dado relevante, não assine um documento com o qual não está de acordo.
Em caso de desacordo importante, pode ser necessário solicitar a presença da Polícia Local, da Guardia Civil ou de outra autoridade competente, consoante o local onde ocorreu o acidente.
Quem fica com cada cópia?
Os formulários tradicionais permitem obter dois exemplares com a mesma informação.
Depois de assinado, cada condutor conserva a sua cópia para comunicar depois o sinistro à sua seguradora.
Não altere unilateralmente a informação que assinaram em conjunto.

Que fotografias convém tirar?
Mesmo que tenha preenchido na perfeição a declaração, as fotografias são muito recomendáveis.
Tente tirar imagens gerais e de pormenor.
Fotografias gerais
Que permitam observar:
- Posição de ambos os veículos.
- Estrada.
- Cruzamento ou rotunda.
- Sinalização.
- Envolvente.
Fotografias de pormenor
Fotografe:
- Danos.
- Matrículas.
- Zonas de contacto.
- Elementos danificados.
Se houver testemunhas, pode também ser conveniente guardar os seus contactos.
O que acontece se o outro condutor não quiser assinar?
Não o pode obrigar.
Recolha todos os dados que puder, tire fotografias e, se houver desacordo sobre o que aconteceu ou a situação o exigir, contacte as autoridades.
Não assine você também uma versão dos factos que considere incorreta só para acabar mais depressa.
E se estiverem envolvidos mais de dois veículos?
Uma única frente da declaração está pensada principalmente para dois veículos.
Quando há mais veículos envolvidos, será necessário identificar corretamente todos e utilizar a informação adicional ou os formulários necessários.
É especialmente importante que as matrículas e a posição de cada veículo fiquem perfeitamente identificadas.
Em acidentes complexos pode ser recomendável solicitar a presença das autoridades.
O que fazer se tiver um acidente com um carro de aluguer?
Se está a conduzir um veículo de aluguer, além de preencher corretamente a declaração, deve comunicar o acidente à empresa de aluguer o mais depressa possível.
Não parta do princípio de que deve reparar o veículo, contratar um reboque por sua conta ou tomar decisões sobre o carro sem consultar previamente.
Cada empresa tem procedimentos específicos consoante o tipo de acidente, o seguro contratado e o estado do veículo.
Se está a conduzir um carro da Menorcars360, contacte-nos e siga as instruções que lhe indicarmos para gerir corretamente a ocorrência.
Tenha preparados:
- Matrícula do carro.
- Local do acidente.
- Fotografias.
- Dados do veículo contrário.
- Declaração amigável, se foi possível fazê-la.
- Informação sobre se o veículo pode continuar a circular.
As condições exatas de assistência, cobertura, franquia e procedimento dependerão das condições da reserva e do seguro contratado.
Quando não basta fazer uma declaração amigável?
Existem situações em que deve solicitar a ajuda das autoridades ou de emergência.
Especialmente se:
- Há pessoas feridas.
- Existe perigo para a circulação.
- Algum condutor se recusa a identificar-se.
- Existem discrepâncias importantes sobre o que aconteceu.
- Há vários veículos envolvidos e a situação é complexa.
- Suspeita que algum condutor não está em condições de conduzir.
- Houve danos importantes na via ou noutros elementos.
Se houver uma emergência, ligue para o 112.
Erros frequentes ao preencher uma declaração amigável
Assinar sem ter lido
Nunca assine automaticamente.
Reveja primeiro toda a informação.
Assinalar demasiadas quadrículas
Assinale apenas as circunstâncias que realmente correspondam.
Fazer um croqui confuso
Não tem de ser bonito. Tem de ser compreensível.
Não tirar fotografias
As fotografias podem esclarecer mais tarde muitos aspetos do acidente.
Esquecer a matrícula
É um dos dados fundamentais para identificar o outro veículo.
Discutir sobre quem tem a culpa
O objetivo nesse momento é recolher corretamente os factos e os dados do acidente.
As responsabilidades serão determinadas mais tarde a partir da informação disponível.
Ir-se embora sem trocar informação
Mesmo em danos aparentemente pequenos, deve recolher os dados necessários.
Perguntas frequentes sobre a declaração amigável
É obrigatório preencher uma declaração amigável?
Não utilizar uma declaração amigável não elimina por si só a cobertura do seguro. No entanto, quando as circunstâncias permitem utilizá-la, é uma ferramenta muito útil para documentar o acidente e agilizar a gestão posterior.
Posso preenchê-la se o acidente for culpa minha?
Sim. A declaração não está reservada ao condutor que considera ter razão. Serve para registar os factos do acidente.
Quem deve ser o Veículo A?
Qualquer um dos dois.
Ser A ou B não significa ser culpado ou inocente.
O que acontece se me enganar ao preenchê-la?
Se ainda não foi assinada, corrija o erro de forma clara e certifique-se de que ambas as partes conhecem a alteração.
Se já está assinada e detetar um problema importante, comunique-o o mais depressa possível à seguradora ou, se se tratar de um carro de aluguer, à empresa correspondente.
Devo tirar fotografias mesmo que tenhamos declaração amigável?
Sim, é muito recomendável. Fotografe os veículos, as matrículas, os danos e a envolvente do acidente.
O que faço se o outro condutor não estiver de acordo?
Não assine uma declaração com a qual não está de acordo. Recolha provas e dados e, quando for necessário, solicite a presença das autoridades.
Quanto tempo tenho para comunicar o acidente?
Em termos gerais, a Lei do Contrato de Seguro espanhola estabelece um prazo máximo de sete dias desde que se tem conhecimento do sinistro para o comunicar à seguradora, salvo se a apólice estabelecer um prazo mais alargado.
Num carro de aluguer, o recomendável é informar a empresa o mais depressa possível, seguindo as condições específicas do seu contrato.
Posso continuar a conduzir depois do acidente?
Depende dos danos.
Se tiver qualquer dúvida sobre a segurança do veículo, não continue a circular. Contacte a assistência ou, se conduz um carro de aluguer, a empresa para receber instruções.
Conclusão
Saber como preencher uma declaração amigável de acidente pode transformar uma situação stressante numa gestão muito mais simples.
O mais importante é manter a calma, garantir primeiro a segurança de todos, recolher corretamente os dados, assinalar apenas as circunstâncias reais, fazer um croqui claro e guardar fotografias do acidente.
E lembre-se: nunca assine uma declaração com a qual não esteja de acordo.
Se o acidente ocorrer enquanto conduz um carro de aluguer, informe a empresa o mais depressa possível e siga as suas instruções antes de tomar decisões sobre reparação, assistência ou transporte do veículo.
Na Menorcars360 queremos que percorra Menorca com tranquilidade e que saiba também como agir perante qualquer imprevisto durante a sua viagem.